Livro | Absolutos: Réquiem da Ascensão – Rodolfo Salles

“Sempre que um Absoluto se ergue e traz consigo o caos para o Universo, surge junto um herói que trará sua derrota. O Finalizador da Dança. O Restaurador da Luz. O Abençoado. O Iluminado. Ele é chamado de Antares.”

Este é o segundo volume da trilogia Absolutos. Para saber sobre o primeiro livro, clique aqui.

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Um tempo se passou após os fatídicos eventos de Hamar, e Érico resolveu isolar-se, sentindo-se traído por seus amigos. Ele encontra novos companheiros e forma um grupo de caçadores de Relíquias. Entretanto, houve um rompimento de seus laços com os Absolutos e Érico vive na negação de que precisa deles para sobreviver.

Ainda assim, o passado é implacável e o Destino do nono Absoluto, por mais que incerto, insistirá em trazer seus antigos companheiros e as pendências do passado deixadas por eles, além da nova sombra que paira sobre a Galáxia de Eidola: o retorno de um grandioso império caído há milênios.

Será que Érico fez a escolha certa em abdicar de seus poderes? E aqueles que ama estarão seguros diante de tantos perigos?

Avaliação: 5 de 5.

Tentarei ser clara e objetiva, mas é impossível quando o livro é tão empolgante e tão rico em detalhes e personagens. Mas tentarei.

No segundo livro, claro, vamos acompanhando a jornada do Érico mas também vamos conhecendo o seu Antares.

Mas antes de Érico até mesmo saber quem é seu Antares, e ainda muito perturbado com o seu verdadeiro “Eu” e magoado com a sua Família, ele é capturado por seu irmão Levi, que, mesmo sem sabermos porquê e para quê, quer treinar o Érico com sua dupla Vorpal em um planeta vivo.

É lá que Érico encontra Sibéria e Jacob, dois seres que, assim como ele, são pessoas renegadas. Mas que passam a compor a nova Familia do Érico.

Parte de aprender algo está em respeitar o tempo.

Além de seu Antares, há um outro mau que está renascendo, Nova Majoris, uma ameaça que já tomou conta do universo está voltando com uma estratégia totalmente diferente: causar nos oprimidos a ira contra os opressores mas com discursos de que essa nova ordem que será benéfica (qualquer semelhança com o nosso atual cenário, não é mera coincidência).

Vamos acompanhar uma jornada em que o Érico passa a entender quem é, mas acima de tudo, que o destino é dele, mesmo sendo o predestinado a ter o título de Horror dos Céus. Nisso, vamos de encontro com alguém que busca saber mais sobre os oito Absolutos passados e, mesmo sendo dito por todos que fizeram coisas absurdas, o Érico quer saber o que de bom cada um deles também fez.

Anaximandis. Badrak. Malascar. Vibora. Thudoroxx. Athalamandus. Sera Margoth. Avankhar. Oito sombras do passado. Oito presenças do futuro.

O que o Rodolfo Salles nos traz nesse segundo livro é uma montanha-russa de emoções. Lendo percebi que por mais que fosse um Sci-Fi, ele conversa muito com a nossa atualidade (principalmente politica), fazendo com que além da empolgação que você tem durante a leitura, após desligar o seu Kindle (ou celular, tablet, etc), você se pegue pensando “mas será que isso é tão errado mesmo?”, “será que o vilão é tão vilão assim?” e por ai vai, entrando em conflito com o que você realmente pensa.

Qualquer progresso Universal necessita de cobaias, menino.

É indiscutível a riqueza de detalhes que o autor nos apresenta. No primeiro livro temos uma pincelada sobre algumas especies que habitam o universo, e neste livro conhecemos ainda mais sobre alguns povos e suas culturas, e está aí um mega diferencial que vejo nesta trilogia: Cultura, Politica e Religião não são plano de fundos para encher linguiça, são parte de toda a história e não são apenas “mencionadas” elas são de fato explicadas.

Muita rasgação de seda?

Pois saiba que quando um livro faz você simplesmente se arrepiar quando descobre o que é o Réquiem da Ascensão, ou quando ele conta o passado de alguém e você se arrepia com essa história ou quando você sente a perda de alguém (sim, temos perdas, desculpe o Spoileeeer), acho que não é rasgação de seda, mas sim a ponta da empolgação pela experiencia vivenciada com o livro.

Fica novamente a minha recomendação para que você leia Absolutos, tanto o primeiro quanto o segundo volume.

O terceiro volume ainda está sendo escrito, mas aguardo ansiosamente.

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