Livro | Flores para Algernon – Daniel Keyes

Aos 32 anos, Charlie Gordon é um homem que tem 68 de QI, mas fica sabendo, por intermédio de sua professora que pode participar de uma pesquisa aonde estão estudando uma forma de realizar uma cirurgia em que elevará o seu QI e sua deficiência intelectual passará a ser algo do passado.

Mas a cirurgia só foi realizada em ratos e apenas um rato vem tendo resultados positivos, mostrando-se ser capaz de vencer o próprio Charlie em uma corrida em labirintos. E assim, pelas palavras de Charlie acompanhamos o seu processo antes, durante e pós cirugia. Vendo a partir de seus olhos tudo e todos ao redor.

Avaliação: 5 de 5.

Esse não é um simples livro. Aliás, nenhum livro é um simples livro. Mas esse é aquele tipo de livro que irá te incomodar, irá cutucar em você o quão desprezível o Homem pode ser (consciente ou inconscientemente). Esse é o tipo de livro que vale a pena a ser analisado, além de lido.

Para começo de conversa, pode parecer estranho, mas no inicio estaremos lendo palavras erradas propositalmente, pois o autor quis nos colocar desde o começo na pele do personagem. Então perdemos um pouco a paciência com as palavras erradas até nos darmos conta de que é assim que pessoas com deficiência intelectual se expressão, como uma criança que está sendo alfabetizada. E ao longo da cirurgia e pós cirugia, começamos a ver, mesmo que sinuosamente, mudanças na escrita do personagem, o que nos diz que ele está sim, aumentando o seu QI.

Mas conforme o Charlie vai aumentando o seu QI, entramos em outra camada do livro: a das amizades. Aqueles que o Charlie achavam que eram seus amigos e riam com ele, bem na realidade não estão rindo COM ele. Mas sim DELE. E eu te pergunto: quando você era jovem, quantas vezes já não riu de algum colega pela “burrice” dele? Quantas vezes você colocou seus colegas mais fragilizados intelectualmente em situações vergonhosas? Se você nunca fez isso, meus parabéns, mas provavelmente já presenciou isso… e nunca fez nada.

É doloroso ler esse livro, ao mesmo tempo que ele prende de uma forma magistral. A quantidade de imagens que vieram na minha cabeça de situações que já presenciei com pessoas deficientes (e não somente intelectuais) me colocaram para refletir (até mesmo brincadeiras no trabalho), que me deixaram bem chateadas ao perceber que compactuei indiretamente com essas situações.

Mas o livro eu diria que é um espelho do ser humano. Porque vendo o Charlie, pós cirurgia, você vai ter uma certa raivinha dele. Sua inteligência chega a superar de todos os humanos, sendo o único capaz de prever questões do próprio experimento que ele está participando.

Se um dia eu seguir com a minha ideia de estudar psicologia e IA, me atrevo a dizer que traria para minhas teses esse livro.

Foi um livro dificil para mim, porém, se tornou um dos meus favoritos da vida.

Adquira o livro por este link e estará ajudando o blog 😉

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