Conto | Igreja do Diabo – Machado de Assis

Determinado, o Diabo resolve fundar sua própria igreja, aonde pretender doutrinar as pessoas com base em seus próprios preceitos. Vai até o paraíso e informa a Deus que essa é a sua decisão, e acredita ser uma cartada de mestre, uma vez que, mesmo indo a igreja, os humanos roubam, matam, traem e tudo o que há contra os 10 mandamentos. Após anunciar a Deus, o Diabo vem a terra e põe o seu plano em dia.

Escrito em 1884 fazendo parte do livro Histórias Sem Data, Machado de Assis traz dois personagens que é conhecido por todos: Deus e o Diabo.

Diante de sua própria “desorganização” o Diabo entende que precisa fazer alguma relação a isso, e tendo em vista que ele sabe que o ser humano é falho, e por isso tende a angariar mais benefícios para si, resolve criar uma instituição que seja devota a ele.

Machado de Assis

Mas veja bem, estamos falando sobre o Diabo construir uma instituição aonde ele será o centro, em que a base para sua religião são os 7 pecados. Pecados esses que são ampliados pelo Diabo, uma vez que ele sabe que o humano no dia-a-dia já as prática. Mas será que a igreja deu 100% certo?

Há muito tempo, o próprio homem tenta entender o homem e suas ações. O berço disso tudo foi a Grécia antiga, quando filósofos começaram a se questionar sobre isso e muito mais. O homem é complexo, falho e contraditório. Deus já sabia disso e tentou alertar ao Diabo, mas ainda assim o Anjo caído quis seguir seus planos.

Sinceramente, esse conto está sendo “as minhas pazes” com o Machado de Assis. Aos 8 anos, li Dom Casmurro (minha irmã estava lendo para a escola e eu li logo em seguida dela) e para mim, foi um “trauma”. Por muitos anos eu tive preconceito com clássicos e principalmente clássicos brasileiros. Mas ler esse conto que é a porta de entrada no livro Academia Sobrenatural Brasileira de Letras da Darkside, foi um momento que entendi: o homem era engraçado, sagaz e deu uma baita alfinetada (leia sem seus conceitos religiosos, apenas leia lembrando como é o homem).

É um conto super curtinho, mas engraçado e que trás reflexões sobre o ser humano.

Beijos e até 😉

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