Áudio Livro | Terremoto e Ruínas – Day Fernandes

Acompanhamos a história da Belinda Saltimore, uma jovem filha de uma pirata e um dono de antiquário, vê-se tendo que ir em busca de caças ou alimentos para ela e suas irmãs mais velhas poderem sobreviver, depois que seu pai foi tomado pela Praga Obscura. Bel tem como herança de sua mãe o Rosa dos Mares, mas sua vida parece tomar um rumo inesperado, quando os temíveis Bradacks se apossam de seu Navio e dela…

Do que me lembro, em todos esses meus anos de leitora, esse foi o primeiro livro em que li do qual se passa a maior parte do tempo no mar. Nunca foi uma questão de preconceito literário, mas sempre foi algo distante das minhas mãos, até que chegou essa história, que, como fã de carteirinha da Day Fernandes, já imaginava que eu iria gostar, porém, não sabia que iria me apaixonar.

Embora o título lembre um outro livro (e devemos levar em consideração que faz parte do projeto Universo Fanfic), o mundo próprio que a Day escreveu é espetacular. Sem pontas soltas, ela tece uma fantasia e aventura em alto mar e na terra com doses de apreensão e alívios.

Devo dizer que, mesmo apenas escutado no trajeto de casa para o escritório e do escritório para casa, me peguei muitas vezes, na hora do trabalho ou fazendo a janta pensando em como seria o próximo passo do livro.

Avaliação: 5 de 5.

Acredito que, além da escrita maravilhosa da Day, outro ponto positivo foi a narração que temos da Sylvia Salustti. Dubladora da Eva em Wall-E (um dos meus filmes preferidos da vida), Phoebe Buffay em Friends, Rapunzel em Enrolados e entre outros filmes, ela trouxe vozes aos personagens que deixam a gente realmente aconchegados em sentar e ouvir. Não apenas lê, mas trouxe vida.

E falando em personagens, nesse livro não teve nenhum que eu odiasse, pelo contrário, por mais que no começo tenhamos uma cena complicadíssima entre irmãs, ainda assim, não cheguei odiar uma delas. Mas meus amigos… me cativar e me apaixonar, nesse livro teve. Belinda é uma personagem forte, mesmo com os seus inúmeros questionamentos (afinal, quem é que não tem?), a Day não faz ela cair nas armadilhas “clichezentas” que vemos em muitos livros, aonde a personagem principal se enfia em grandes encrencas e muitas trapalhadas… não! Aqui vemos os questionamentos e curiosidade se tornando algo empolgante para a história.

Os seres Brandaks foram outros que me afeiçoei fácil, fácil e logo eu, que não sou fã de me “apaixonar” por personagens, me vi suspirando pelo Domador de Dragões.

O Kai e Kallel (Day se escrevi os nomes errados me perdoe), são dois que também me surpreenderam, principalmente o Kallel que achei engraçado por demais (até no humor a Day soube dosar bem).

Por falar em humor, aqui temos cenas “calientes” também, viu. E cenas muito bem escritas.

Esse é sem dúvidas uma das melhores fantasias que li neste ano, sem exageros. Tem tudo que os amantes do gênero buscam: um universo rico de cultura, personagens cativantes e que nos fazem torcer por eles e cenas que nos marcam.

Mais uma dica que deixo a vocês.

Você sabia que…

A personagem Belinda Saltimore foi baseada em Anne Bonny, uma pirata que nasceu em 1702 e viveu até 1782. Filha de um advogado e de uma empregada, ela teve sua virgindade tirada por um pirata chamado James Bonny que queria as terras de seu pai. Achando-a desgraçada, seu pai lhe deserdou e Anne foi viver com James nas Bahamas, porém, a mulher desprezava James por tudo o que ele lhe tinha feito e ela começou a se envolver com outro pirata renomado, Jack Morim Rackham, quem também tinha sentimentos por Anne. Porém, o Governador Rogers determinou que Anne deveria ser açoitada e retornar ao marido. Jack Morim e Anne conseguiram passar despercebidos e roubaram uma embarcação, dando inicio a vida de piratas juntos.

Anne lutava trajada em vestes de homem, uma excelente manejadora de espadas e pistolas, foi considerada tão perigosa quanto qualquer outro pirata homem. Em 1720 a embarcação Revenge foi capturada e nenhum dos outros piratas lutaram, Jack Morim, foi capturado de surpresa, mas Anne e Mary, outra mulher e capitã também, lutaram. Por fim, foram capturadas também e tiveram que confessar que eram mulheres e sua sentença foi a morte por enforcamento. Entretanto, ambas não foram enforcadas e os motivos não são claros.

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