Livro | A Espera de um Milagre – Stephen King

Olá, tudo bem?

Acredito que muitas pessoas conhecem ao filme A Espera de um Milagre, mas poucos sabem que foi baseado em um livro do Stephen King e ficam ainda mais espantadas que o autor consiga escrever não apenas livros de terror, mas um livro tão lindo que toca no fundo de seu coração e faz você ir as lágrimas. Eu não me lembrava de muito do filme, então ler esse livro na #HailToTheKingLC foi como se estivesse tendo contato com essa história pela primeira vez.

Bem-vindos à Penitenciária Cold Mountain, lar de um grupo de assassinos que esperam sua vez de andar pelo corredor da morte rumo à cadeira elétrica. Ambientado nos anos 1930, durante a Depressão da economia americana, em um cenário de desespero, À espera de um milagre traz a história do condenado John Coffrey e sua relação com o guarda penitenciário Paul Edgecombe. Edgecombe já viu muitas coisas bizarras durante a carreira, mas John Coffrey – um gigante com mente de criança – é uma das figuras mais estranhas que já conheceu. Acusado de estuprar e matar brutalmente duas garotas, seria o homem a encarnação do mal? Ou algo completamente diferente? O guarda está prestes a descobrir verdades terríveis e assombrosas que desafiarão todas as suas crenças. Originalmente publicado em seis partes, com o título de O corredor da morte, o romance é agora lançado em volume único À espera de um milagre. Nas telas, o diretor Frank Darabont recriou a história magistral de King, com Tom Hanks interpretando o guarda Edgecombe.

Avaliação: 5 de 5.

Logo de cara lemos um prólogo em que o King conta como foi escrever essa história. De uma conversa sobre Charles Dickens e principalmente de como suas obras eram publicadas nos jornais da época, causando na população sempre uma comoção em cada exemplar que chegavam semanalmente. Ralph que tivera essa ideia por muitos anos, quando apresentou para o King foi como apresentar uma saída perfeita para os sonhos acordado que o rei do terror sempre tinha nas noites de insônia: tudo o que ele sabia é que havia um homem negro enorme condenado a morte e truques que realiza com as mãos a medida que chega próximo da condenação. E foi assim, lançado inicialmente em 6 livretos que A Espera de um Milagre ganhou ainda mais fãs e foi levado para as telonas em 1999.

Logo de cara você sente a tenção do pe’riodo histórico em que o livro é narrado. Caso você não saiba, a Grande Depressão foi o período entre guerras (Primeira e Segunda Guerra mundial). Por causa da guerra, muitos países estava economicamente arrasados e vendo nisso uma oportunidade os EUA começaram a exportar muito para esses países que estavam economicamente com problemas. Entretanto, quando os paises Europeus se restabeleceram as exportações norte-americanas já não eram tão necessárias e sendo assim, o EUA entrou em colapso, inclusive tendo a quebra da bolsa de valores em 1929.

A Espera de um Milagre

Não é atoa que, mesmo a gente sabendo que muitos personagens não gostam do trabalho que estavam fazendo, de levar homens para a Velha-Fagulha, eles também tinham medo em ficar desempregados.

Mas tenha uma coisa em sua mente, muito mais que a Grande Depressão, estamos falando de um período nos EUA, em que havia apenas se passado 69 anos da abolição da escravatura (e sabemos que, infelizmente, mesmo após a abolição os negros foram deixados a mercê da sorte, sem direitos e sem condições nenhuma, aliás, até hoje vemos esse tipo de coisa), o que levava a qualquer acontecimento em terras de brancos um negro se tornar um suspeito (nossa, quanta semelhança com os dias atuais, não é?).

As mortes das meninas foi baseado tudo em achismo e foi assim que o John Coffey vai parar no corredor da morte. Mas Paul Edgecombe fica incomodado com isso e tenta entender, mesmo com a sua infecção urinária. E pausa e bastante atenção nessa infecção urinária, se você já teve, sabe o incomodo horrivel que essa doença trás, mais um toque de sufoco pro período que o King estava retratando, já que essa infecçaão vai permear uma boa parte dos livros, até que Coffey (se fala como se toma mas se escreve diferente) ajuda o supervisor.

Mas não podemos deixar de falar sobre outros tipos de preconceitos que o King aborda nesse livro. Aqui temos um personagem homossexual chamado Eduard “Del” Delacroix, que, cometeu um crime horrível, além de estuprar ainda ateou fogo e matou mais pessoas inocentes. Mas o King mostra a violência de “valentões”contra homossexuais e, por Deus, como eu odiei o personagem Percy Wetmore que faz a vida do Del e do Senhor Guizos um inferno, até o último segundo de vida do Del. Percy Wetmore é tudo de pútrido na sociedade machista em que vivemos.

Até o penúltimo capitulo, tudo o que eu sentia era raiva, indignação com as coisas que aconteciam no livro. Mas foi no último capitulo que chorei copiosamente. Sim, esse livro vai te levar as lágrimas de uma forma que é impossível parar até a última palavra dita.

Tem muita coisa que dá para esplanar nesse livro, pincelei de forma bem superficial alguns pontos, mas se quiser, podemos continuar a conversa nos comentários.

Essa foi mais uma leitura do #HailToTheKingLC do mês de junho (não estou atrasada nas postagens… rsrsrs)

Beijos e até 😉

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