[Livro] A Sombra do Vento – Carlos Ruiz Zafón

Ficha Catalográfica
Escrito por:  Carlos Ruiz Zafón
Traduzido por: Marcia Ribas
Editora: Suma de Letras
Páginas: 399 páginas
a sombra do ventp
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Olá, tudo bom? Quanto tempo não venho aqui escrever uma resenha, não é mesmo?
Pois bem, e hoje me dei como uma tarefa bem difícil, vir falar de um livro que, se não se tornou o favorito de todos que já leram, pelo menos a grande maioria ama e não fujo a regra.
Sim meus caros, vamos falar sobre esse livro lindo chamado A Sombra do Vento, escrito pelo espanhol Zafón, que vai contar a história do Daniel Sempere e sua busca por saber mais sobre a vida e as obras do autor Julián Carax, autor este que escreveu o A Sombra do Vento.
– Presente são dados pelo prazer de quem presenteia, não pelo mérito de quem recebe. – disse meu pai
Sim, você não leu errado! O livro vai contar a história desde quando em uma madrugada em que Daniel acorda de um sono perturbado e o seu pai resolve levá-lo para o Cemitério dos Livros Esquecidos, para toda livraria que é fechada, é para lá que os livros vão. Com o incentivo de seu pai, Daniel passeia pelos vastos corredores cheios de livros e se depara com um que lhe chama muito a atenção: A Sombra do Vento. Ao voltarem para a casa, Daniel, que na época tinha apenas 10 anos, embarca na leitura não conseguindo parar de ler até o final. Impressionado com a história e a escrita do autor, o menino quer descobrir mais, e assim, se vê tão novo, frequentando a casa de um homem, que assim como o pai, vende livros e é ai que encontra o amor por uma jovem moça. Na leitura do nosso A Sombra do Vento, vamos acompanhar dos dez aos trinta e poucos anos da vida do Daniel e sua busca por tirar Julián Carax do anonimato.
Gente, vou confessar uma coisa para vocês, só de ter feito essa mini resenha já me deu vontade de reler esse livro, mas tenho que lembrá-los: este é o primeiro volume de uma série, na qual podem ser lidos separadamente e fora da ordem, mas como sou legal, vou deixar ao final da postagem todos os links dos livros em ordem de leitura (caso você vá fazer como eu, ler em ordem).
Falar é para os bobos; calar é para os covardes; escutar é para os sábios.
Agora vamos ao que esse livro fez comigo.
Primeiro que esse livro parou nas minhas mãos de uma forma que não é, tão convencional de acontecer. Embora a minha amiga Day me dê muitos e muitos livros, esse em particular ela me deu após ir visitar uma inciativa que se chama Leitura no Vagão. Na realidade ela me deu esse e o Memórias de uma Queixa, isso foi em meados do final do ano passado. Confesso que o Carlos Ruiz Zafón tem o mesmo efeito que o Ken Follett sobre mim: são dois autores que eu nunca havia lido nada, mas sabia que quando inciasse a leitura seriam um dos meus autores preferidos e mais uma vez eu não me enganei.
Embora eu tenha muitos livros para ler, esse ano estou fazendo bastante leituras em conjunto, quero praticar esse tipo de coisa para dar inicio ao Clube de Leitura do blog, e foi pensando nisso que eu acabei combinando de ler com um amigo, e tenho que agradecer pela segunda vez alguém por fazer esse livro ficar em minhas mãos… simplesmente esse livro mexeu comigo de uma forma tão grande, do começo ao fim. No começo a relação entre os Sempere (pai e filho), de certa maneira lembrou a minha relação com o meu próprio pai. No meio do livro eu fiquei meio ressabiada de o livro não cair de fato em minhas graças, mesmo quando o personagem mais amado para a maioria das pessoas apareceu, para mim era previsível que ele tivesse um papel importante, sim estou falando do Fermín, o ex morador de rua. Não me leve a mal, não estou menosprezando esse personagem que é sim incrível, só que pra mim, o porteiro do Cemitério dos Livros Esquecidos teve um papel mais profundo: quando eu lia as falas dele, parecia que eu estava olhando no espelho e me vendo.
– Cá entre nós, essa tal sétima arte me irrita. Do meu ponto de vista, não passa de uma forma de anestesiar a plebe embrutecida, pior do que o futebol ou as torturas. O cinema nasceu como uma invenção para distrair as massas analfabetas e 50 anos depois continua do mesmo jeito.
Mas a coisa ficou feia para o meu lado a partir do final da carta que uma personagem X deixa para o Daniel… meus queridos, fazia anos, sem exagero mesmo, anos que eu não chorava tanto… e não foi chorar só no final da carta dela, foi chorar quase 50 páginas sem parar.
As reviravoltas que esse livro dá só faz com que você queira ler mais e mais, saber quem são os mocinhos, os vilões, quem é o Julián Carax.
Não existe segundas oportunidades, exceto para o remorso.
Tenho que confessar que quando apareceu o primeiro “vilão” eu já sabia de quem se tratava, mas sabe quando você fica se questionando o porquê daquilo tudo? Pois bem, esse foi um fator mais que favorável, a minha curiosidade para saber o porquê, pra quem e quem foram os motores.
Há, além dos lencinhos que você deve preparar antes de inciar as leituras, prepare flags para marcar: aqui você vai querer marcar tudo. Já coloquei em minha cabeça que, quando eu for reler, vou marcar com uma flag de outra cor. Esse não é o tipo de livro que você queira ler uma vez só, cada vez que você olhar para o livro, vai querer estar abrindo novamente suas páginas.
Bom, é isso. Vou deixar aqui embaixo os demais livros!
Um grande beijo e até 😉
  1. A Sombra do Vento
  2. O Jogo do Anjo
  3. O Prisioneiro do Céu
  4. O Labirinto dos Espíritos 

P.S.: Esqueci de mencionar que este livro me lembrou um pouco o Coração de Tinta. Não na história em si, mas é que de certa forma, vejo ambos transbordando amor pela literatura.

P.S.2: Fique atento com a época em que este livro se passa. Não se engane que os reflexos que vez de pano de fundo para a história tem uma relação direta com a Segunda Grande Guerra, na realidade a Espanha teve uma participação meio “neutra”. Hoje estou lendo Origem, do Dan Brown, e a história do Origem se passa na Espanha, tem uma parte especifica – que não vou me estender muito -, que um policial conta que mais ou menos nesse período a Espanha estava passando por uma ditadura que, para os espanhóis foi tão perturbador quanto a imagem do Hitler. Estou falando do Francisco Franco.

 

Certa ocasião ouvi um cliente habitual da livraria do meu pai comentar que poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho ao seu coração. As primeiras imagens, o eco dessas palavras que pensamos ter deixado para trás, nos acompanham por toda a vida e esculpem um palácio em nossa memória ao qual mais cedo ou mais tarde – não importa os livros que leiamos, ps mundos que descubramos, o quanto aprendemos ou esquecemos – iremos retornar. Para mim, essas páginas enfeitiçadas serão sempre as que encontrei entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos.

Desafio da BBC

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