[Livro] Trilogia: A Mão Esquerda de Deus – Paul Hoffman

Olá, tudo bem?

Demorei muito tempo para fazer essa impressão literária, mas ao estar lendo atualmente a Trilogia dos Espinhos, resolvi retornar a uma das minhas trilogias que mais… mais… continua lendo que você vai entender, falarei da trilogia como um todo e prometo que não darei spoilers.

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Thomas Cale, rapaz que não se sabe ao certo se ele tem 14 ou 15 anos ou como foi parar ali, no Santuário dos Redentores, um lugar onde se aprende as coisas da forma mais dura sob um regime opressor que os Lordes Redentores aplicam. A violência e crueldade foi a companhia dos meninos desde que chegaram lá. Thomas tem uma capacidade incomum de matar pessoas e organizar estratégias de combate. Essas poderosas habilidades serão colocadas à prova quando ele e dois amigos testemunham um brutal assassinato entre os corredores labirínticos da prisão. A visão do crime dá início a uma perseguição desesperadora.

Para começo de conversa, li os dois primeiros livros por duas vezes. Sim, o primeiro livro, que leva o nome da trilogia é empolgante, cheio de fugas, estratégias e batalhas. Você acompanha Cale e fica curioso para saber qual vai ser o próximo passo que ele vai dar, ou até mesmo curioso para saber mais sobre sua história e a dos próprios padres.

Você gosta de livros de batalha que contém crueldade, aqui é uma boa indicação.

Aliás esse livro chegou em minhas mãos em meados de 2012 quando um colega que fazia o técnico de Informática comigo me indicou, acho que ele ficou abismado quando eu disse que gostava desse tipo de livro. E foi uma indicação mais que assertiva, na verdade ele me emprestou e em uma semana eu devorei o livro e prometi a mim mesma que compraria os demais. Mas, confesso que a parte meio romântica da história me deixava meio incomodada. Sim, há uns romancezinhos aqui, e eu realmente me incomodo de ler, ainda mais quando o autor não sabe explorar muito bem. O Paul Hoffman escreve muito bem, as batalhas.

A solidão é uma coisa maravilhosa Cale, e por dois motivos: Em primeiro lugar, ela permite que um homem esteja consigo mesmo e, em segundo, evita que ele esteja na companhia dos outros.

Logo de cara nós percebemos como o personagem principal é duro, no sentido de não ter muitos sentimentos, mas também vamos ver – principalmente na cena x da história – do quanto ele é inocente. Aliás isso permeia muito o livro, o menino ser um ser mal e também inocente em muitos aspectos.

Cale é um acólito e o Redentor da Guerra é seu tutor, e nas cenas que eles estão juntos você sente muito do confronto emocional de ambos, aquela linha tênue do amor e ódio. Claro que o Cale muito mais odeia o Bosco.

As canções de guerra cantadas por um bando de padres fazia com que eu me incomodasse e ao mesmo tempo eu sentia o sarcasmo do autor. A repulsa por todos os padres me rondavam ao ler o livro, mas confesso que a crueldade deles chegava a fazer com que eu ficasse fixada  na leitura.

Sério, um dos livros que mais gosto… mas…

 

Capa As ultimas quatro coisas.inddMorte, julgamento, céu e inferno.  De volta ao Santuário dos Redentores, Cale é informado pelo General Bosco de que a destruição da humanidade é necessária. Seria a única maneira de corrigir o maior erro de Deus e de alcançar os objetivos de Bosco, dentre eles, transformar um simples garoto em um destruidor impiedoso. O papel de Cale é fundamental nesse processo: ele é a Mão Esquerda de Deus, o Anjo da Morte. O poder absoluto está ao seu alcance, e o impressionante aparato militar dos Lordes Redentores é sua maior arma, que ele manipula com destreza. Mas talvez nem mesmo os Redentores consigam controlar Cale por completo. O menino que é capaz de ir da bondade à violência mais brutal num piscar de olhos é certamente capaz de aniquilar os inimigos da fé como se espera dele – mas a alma deste jovem é muito mais estranha e imprevisível do que seus mentores podem esperar. Em As Últimas Quatro Coisas, Paul Hoffman dá novas dimensões a seus personagens, proporcionando uma maior compreensão de suas ações, e lança a seguinte questão: quando chegar a hora de decidir o destino do mundo, de garantir a destruição da humanidade ou poupá-la, o que Thomas Cale fará? Irá expressar a vontade de Deus com a ponta de sua espada ou perdoará seus iguais – e a si mesmo?

No segundo livro nós já sabemos que o Cale é um anjo da morte e que ele foi treinado esse tempo todo pelo Bosco para que unicamente ele fosse utilizado para que o seu mentor tomasse o papado. Também acompanhamos os outros dois amigos de Cale, uma vez que eles se separam no primeiro livro, mas aqui também haverá reencontros.

Se precisa ter amigos, você tem que deixá-los em paz e permitir que tenham o direito de existir de acordo com suas personalidades, sejam elas quais forem.

Me lembro que nesse segundo volume eu me incomodei bastante, ele é cheio de altos e baixos, o autor começou a deixar pontas soltas e eu comecei a ter raiva do que estava lendo. Se lembra que falei que ele não sabia escrever coisas romanticazinhas? Pois bem, os personagens começam a ficar com fixações exageradas pelas mulheres, principalmente o Thomas e isso me irritou muito. Já li bons livros de guerra que até tinham a parte romantica, mas nada que deixasse a história tão chata.

Sim, esse segundo volume, por mais que eu tenha gostado fiquei muito desapontada.

1014185_10151518237306050_2039325981_nMesmo me chateando com o segundo volume, eu meio que estava aguardando muito o lançamento do terceiro livro. O Bater de Suas Asas foi o primeiro livro que eu realmente não fiquei sossegada até comprar, demorei muito tempo pra poder comprar e me lembro que foi uma felicidade pura em tê-lo em minhas mãos, afinal era a conclusão de uma trilogia que eu gostava e poderia ser a esperança para o livro melhor… poderia.

Arrogante e inocente, generoso e impiedoso; o garoto é um paradoxo, temido e reverenciado por seus criadores. Sua força já foi usada para derrubar a civilização mais poderosa do mundo, mas agora está fraco. Sua alma está morrendo.

Queria muito terminar essa postagem falando “cara, o meio pode ter sido ruim, mas o começo e o final valeram muito a pena”, mas não direi. Como prezo a honestidade, estou sendo sincera do começo ao fim e vos digo: esse último livro me deixou extremamente triste. Não triste pela história em si, mas triste pelo desfecho que mais pareceu algo escrito de qualquer jeito do que algo que realmente foi bem pensado.

Parando para analisar, até que a ideia de ver o Cale com a alma frágil parasse ser interessante, mas não foi bem construída. Me perdia em vários momentos na narrativa, muitas vezes eu fiquei com raiva da história, raiva mesmo.

Foi decepcionante para mim o terceiro volume.

As pessoas tratam o presente como se ele fosse apenas uma parada a caminho de algum grande objetivo que vai acontecer no futuro, e aí ficam surpresas quando o longo dia se acaba; olham para trás, para suas vidas, e veem que as coisas que deixaram passar são negligentemente, os pequenos prazeres que elas descartaram tão facilmente eram, na verdade, o significado real de suas vidas… o tempo todo essas coisas eram os grandes e maravilhosos sucessos e o propósito da existência delas.

Mas eu indico a trilogia sim rsrs, sabe porque, o primeiro volume vale muito a pena, além do mais, nos três livros você é recheado com frases bem bacanas.. Já  vi pessoas gostarem muito dos três volumes e também já vi pessoas falarem como eu.

Se você já leu essa trilogia, comenta ai o que achou.

Um grande beijo e até mais.

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