[Devaneio] Uma Despedida, Um Agradecimento

Olá…

Quase todos os dias tenho o mesmo ritual quando estou voltando para a minha cidade: embarco no ônibus em Barueri sentido Barra Funda, sento confortavelmente em um banco alto, conecto meus fones de ouvido no celular, abro o app do Deezer e aperto o play. Quase sempre está no modo aleatório, olho pra janela e deixo a banda tocar.

Mais ou menos em meados de 2002 e 2003 eu era a menina que era zoada na escola. Sim, sofri muito bullying na época da escola, confesso que não via a hora de chegar em casa, sentar na frente da televisão e ficar vendo os documentários e desenhos, embora muitas vezes eles acabavam perdendo para o canal da MTV. Sabe aquela MTV brasileira boa? Pois é, bons tempos e eu assistia muito os clipes, adorava ficar vendo as novidades musicais.

Foi na MTV que eu conectei quem eram os caras da música que tocava nas rádios e que eu achava muito foda (desculpe o linguajar), mas era isso mesmo: um som que tinha um bom rock mas que ia muito além disso, misturando outros estilos e trazendo uma voz potente a frente. Sim, estou falando do Linkin Park.

Cara, como o som deles me agradava, eu mesmo sem entender muito o inglês das letras (me embananava toda quando o Shinoda começava a cantar), sentia a música, como se fosse o sangue que corre em mim. Exagerado? Para você até pode ser, mas tenho certeza que você também tem uma banda, grupo, solo ou apenas uma música que te deixa anestesiado, te hipnotiza, te leva para o longe como se fosse uma viagem psicodélica que faz parte apenas do seu mundo. Pois bem, o Linkin Park me levava para esse nível.

Eles foram a primeira banda que eu escolhi sem influência nenhuma dos meus pais e irmãos (que para mim, tem um gosto musical bacana), e me ajudaram, como me ajudaram. A começar que uma das minhas amigas de até hoje, assim como é, gosta deles, ela é aquela amizade que supera qualquer barreira do tempo, distância e ideias. Eles também me entendiam.

E o bum da paixão por eles foi a música Faint e era justamente ouvindo essa música que foi a primeira a tocar após eu fazer todo o meu ritual e quando abri o Twitter para fazer a analise rápida das noticias, foi exatamente ao som dessa música que meu coração se apertou, meu estomago pareceu dar um nó e eu esperei sinceramente que fosse mentira a noticia no G1 que o Chester Charles Benington havia falecido, pois cometera suicídio.

Cara, sabe qual é o peso disso?

Vi muitas pessoas o criticando, muitas piadas, muito desdém com quem gosta dele e principalmente muito murmurinho e banalização sobre um assunto que a cada dia está mais e mais em pauta, a do querer arrancar a própria vida.

Eu me senti mal, porque foi o mesmo que perder uma pessoa que me entendia, cara, eu sei que ele não sabia quem eu era, mas eu sentia conforto em ouvir as músicas, ouvir a voz dele. Era uma espécie de terapia para mim, claro que eu posso ouvi-lo quando eu quiser, mas foi um baque enorme… aliás ainda está sendo.

Meteora é o meu CD preferido, eu tenho até hoje, ganhei da minha irmã.

Faint foi meu primeiro amor por eles, Breaking the Habit o clipe que sem dúvidas mais vi.

Linkin Park continua sendo uma das minhas bandas preferidas.

E a voz do Chester, sempre será uma das mais marcantes em minha vida. A voz que trouxe a vida, uma menina que muitas vezes esteve quase morta.

 

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