[Devaneio] Férias Após 15 Anos Somente na Cidade de Pedra

Sabe quando você já não aguenta mais e está ao ponto de explodir? Pois então, antes das minhas férias eu estava assim, paciência havia saído do meu dicionário, o sono estava se fundindo a mim e o desejo de férias era a luz no fim do túnel que me mantinha lúcida nesse deserto de pedras em que vivo: trabalho, estudo e diversão apenas na cidade de São Paulo.

Olá, tudo bem?

Meio dramática  as primeiras linhas, né? Talvez, mas eu realmente era uma panela de pressão ambulante na qual estava prestes a explodir. No meu post sobre meus 24 anos comentei que trabalho, estudo e mal tenho tempo pra dormir e esse meu estresse estava afetando o que mais gosto de fazer: ler.

Sim, algumas postagens que fiz, confesso  que estão bem ruins, e não quero usar isso como justificativa – embora já o esteja fazendo -, mas eu era como um pano torcido que mal sai uma gota d’água. Eu estava exausta: corpo, mente e alma. Porém eu já havia planejado um plano de fuga para todo esse looping que eu estava vivendo em meados de novembro do ano passado, ir para Pernambuco, terra de nascimento de Lenine, Alceu Valencia, Arlete Salles, Marco Nanini e claro, o homem mais lindo, meu pai. Só que não fui só não hein, levei comigo os meus sobrinhos, meu irmão já estava por lá mesmo, e assim foram 9 dias de uma aventura.

A última vez que viajei foi quando eu tinha 9 anos de idade, foi quando visitei minha avó materna no Ceará e conheci meus avós paternos em Pernambuco – além de ser batizada na matriz de Limoeiro. As lembranças daquela época são poucas, embora eu sei que gostei muito de ambos os lugares. Só que a gente vai crescendo, se distanciando de algumas coisas e mesmo após eu ter começado a trabalhar, nunca houve tempo ($$$) para que eu retornasse, pelo menos até então, e como agradeço a mim mesma por ter conseguido ir e ter levado meus sobrinhos, por que, sabe, apesar de alguns detalhes, vê-los brincando, sorrindo, virando peixes no mar foi uma das recompensas. Uma outra recompensa que para mim foi uma surpresa, foi conhecer a história de vida da minha avó. Parecia que eu estava ouvindo um audio-book, pois como meu irmão mesmo comentou “a vida dela daria uma história e tanto para um livro”, e foi após ouvir a história dela, que posso dizer é de uma guerreira, que pensei mais e mais sobre o que eu estou fazendo com a minha vida, os valores que estou agregando a coisas e pessoas que… será que realmente precisa disso tudo? Foi uma conversa que me encheu de perspectivas novas.

E as praias?  MEU-DE-US, as praias são lindas demais, a de Itapuama, gente, queria muito morar naquele lugar, isso sim que é qualidade de vida, poder ir a praia e admirar toda a extensão. Meus sobrinhos, vixe, pareciam peixe. Só saíram quando começou a chover, pra comer e ir embora, é aquela coisa né, pra criança não tem tempo ruim. E por falar em tempo, mesmo chovendo o calor era o predominante e não era aquele calor sufocante daqui de SP, mas aquele agradável que até pessoas que não gostam de calor (como é o meu caso) iriam simpatizar.

A comida nem vou falar né… comer pamonha, peixe e queijo foi tipo um paraíso para mim, pamonha com café, vixe nem se fala.

Foram 9 dias lá (gosto do número 9) mas foram dias preciosos, respirar novos ares, pensar novas possibilidades, organizar ações para a vida pessoal e profissional, recarregar a motivação que eu tenho com os livros, me encontrar novamente, tudo o que eu precisava e agora tenho mais alguns dias para começar a colocar em ação tudo o que pensei e planejar as próximas férias.

 

🙂

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